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Psicoterapia
na linha psicodramática? O que é isso?
Márcia Homem de Mello© - Publicação ABRAPSMOL
Quando
um comportamento natural sofre um bloqueio (pode ser uma barreira física, uma
deficiência pessoal ou um conflito de comportamentos motivadores), gera a frustração. Isto pode resultar em
respostas agressivas, regressão, apatia, depressão ou intranqüilidade.
Uma forma comum de reação é evitar as situações causadoras de frustração.
Os psicólogos formulam questões e desvendam princípios sobre a conduta dos
indivíduos para descobrir a relação do comportamento com as situações,
condições e outras condutas.
O psicodrama trabalha através de sonhos, sensibilização corporal, dramatizações
de situações do dia-a-dia, construção de histórias familiares etc, sendo
possível sentir como é visto pelo meio social em que vive e tomar consciência
de como o individuo vem agindo nesse meio.
Pode, então, promover as mudanças desejadas de comportamentos, adquirindo
maior confiança e segurança.
A psicoterapia clareia e conscientiza o objeto de busca na medida em que norteia
o individuo sobre as faltas externas; ajuda a conscientizar sobre o medo de
mudar, de correr o risco do novo e desconhecido, entender as frustrações;
possibilita a orientação adequada e aceleração sistematizada do processo de
busca, recuperando a criatividade e espontaneidade.
A dramatização terapêutica leva a algo mais do que a mera repetição de papéis,
tais como são desempenhados do cotidiano. A ação dramática permite insights
profundos por parte do paciente e/ou do grupo a respeito do significado dos papéis
assumidos durante a vida.
Para o psicodrama, toda ação é interação por meio de papéis. Assume-se, no
decorrer da vida, papéis para cada situação enfrentada: Pai, Mãe, Filho,
Chefe, Empregado, Marido, Esposa, Professora, Aluno, Amigo, Forte, Sensível,
etc.
Uma das maneiras de compreender a si mesmo e ao outro é procurar entender a
forma de comportamento assumido em cada papel.
PSICODRAMA - Um
pequeno resumo
Foi
criado pelo psiquiatra Jacob Levy Moreno, aluno de Freud.
Um de seus primeiros trabalhos foi com um grupo de prostitutas, quando utilizou
técnicas grupais. Depois trabalhou em um campo de refugiados tiroleses,
observando as interações psicológicas.
Fundou,
em 1912, o Teatro Vienense da Espontaneidade, onde começou a formar suas idéias
da Psicoterapia de Grupo e do Psicodrama.
O grande ato público de Moreno foi no Teatro Komödien Haus. Ao abrir a
cortina, havia uma coroa numa cadeira de veludo, espaldar alto e dourado, como
um trono real. Seu público era da população de Viena pós-guerra. O tema
utilizado por ele era a busca de uma nova ordem de coisas, procurando no público
os que tivessem espírito de liderança,sendo o rei por algum momento, no qual o
júri seria o resto da platéia.
A platéia na época, não teria aprovado nenhum dos candidatos a rei.
Jogo Dramático, utilizado pela terapia do psicodrama, tem como objetivo
permitir uma aproximação terapêutica do conflito. A cena dramática é aquela
que expressa algum conflito; sem conflito não há dramaticidade e a cena é
vazia, segundo o teatro. Propicia ao indivíduo expressar livremente as criações
do seu mundo interno, realizando-as na forma de representação de um papel,
pela produção mental de uma fantasia ou por
uma determinada atividade corporal.
O Psicodrama pode ser Individual com Egos Auxiliares. É uma das modalidades de
psicodrama em que pode se utilizar pessoas para assumirem os lugares dos
personagens que o cliente solicita.
O Psicodrama Bipessoal é o atendimento do cliente somente pelo terapeuta, onde
o processo psicoterapêutico desenvolve-se na relação dois a dois e as
dramatizações são feitas, freqüentemente, utilizando-se de almofadas ou
blocos de espuma no lugar dos Egos Auxiliares.
O Psicodrama Grupal possibilita ao cliente lidar com sua intimidade frente a um
público numa relação mais próxima das relações da vida real, diminuindo a
distância entre o vivenciar terapêutico e o vivenciar real.
T E A T R O E S P O N T Â N E O ou
T E R A P Ê U T I C O
O Teatro Espontâneo ou Terapêutico é a representação de histórias do
cotidiano dos participantes. De forma terapêutica, aprende-se compartilhando
essas histórias, elaborando os conflitos, etc.
Os Participantes iniciam um aquecimento e começam a fornecer temas, que podem
ser momentos vividos ou observados.
O grupo elege o primeiro tema para ser dramatizado. O script da cena é criado
pelos participantes, que também atuam na peça conforme forem surgindo os papéis.
Bibliografia:
Lições de Psicodrama - Gonçalves, C. Salles; Wolf, J. Roberto; Almeida,W.
Castello de; Ed Agora.
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