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DEPRESSÃO
- Apoio ao Deprimido e sua Família
Por: Márcia Homem de Mello© - Publicação Via Saúde
Existe
diferença entre depressão, e sensações de tristeza ou melancolia.
O
termo depressão utilizado no dia a dia, não
é sinal do sintoma depressão como doença a ser tratada.
Depressão
é um estado anormal, em que o deprimido demonstra
um sofrimento psicológico, com interferências em sua vida social e familiar,
independente de idade ou sexo.
O
humor do deprimido é quase sempre de tristeza ou de angústia, uma
irritabilidade constante, e com freqüência demonstra ansiedade. Uma sensação
de medo também pode estar presente.
Perda
do interesse por atividades que lhe eram agradáveis, alteração do sono,
alteração do apetite, perda do interesse sexual, sensação de abandono,
desesperança, também são sinais da depressão. Podendo demonstrar um desleixo
com a aparência, um estado de prostração, pessimismo e dores de cabeça e
problemas digestivos.
Como
as pessoas são diferentes, esses sintomas variam. As causas podem ter origem em
fatores genéticos, histórico familiar, medicamentos, uso de drogas (incluindo
álcool).
Algumas
situações de vida, como stress, situação econômica, desemprego, rompimento
de relacionamentos afetivos, podem levar a uma fase depressiva. Assim como um
luto, a perda de alguém querido, pode provocar também uma fase depressiva, mas
que com o passar do tempo, ameniza e permite ao indivíduo voltar ás suas
atividades e ao convívio social.
O
estado depressivo mais elevado, pode gerar no deprimido pensamentos de
inutilidade, culpa, pessimismo, ocasionando idéias de suicídio.
Nesse
momento, é importante relembrar que o indivíduo está doente, e que essa doença
tem tratamento medicamentoso, psicoterápico, ou os dois associados.
O
indivíduo deprimidos por estar num estado de prostração e baixa auto-estima,
não confia que um tratamento possa melhorar seu quadro, se recusando a ouvir
uma orientação familiar ou profissional. Nessa situação a família também
é afetada, causando sensações de frustração, culpa, raiva, incapacidade,
etc.
Quanto
mais a família conhecer sobre depressão, mais fácil fica a compreensão de
que o comportamento do indivíduo, são
sintomas de uma doença, evitando falsas interpretações sobre a personalidade
do deprimido. Essa atitude de compreensão conciliada com firmeza auxiliam os
familiares a não gerarem reações agressivas ou raivosas diante da situação.
A
vontade de ajudar das pessoas próximas ao deprimido, deve estar vinculada ao
entendimento do quadro depressivo. Algumas terapias, aconselhamentos familiares,
ou grupos de apoio, podem colaborar no entendimento dos
aspectos da depressão e numa comunicação mais eficaz.
A
família ou pessoas mais próximas, podem colaborar com o deprimido, procurando
ter um relacionamento normal, demonstrando afeição, respeito, oferecendo
incentivos, elogios, e atividades, não censurando pelo comportamento
depressivo. E leve a sério comentários sobre suicídio.
Ao
deprimido vale lembrar que deve respeitar suas limitações diante da doença, não
desejando fazer todas as atividades de costume. Pensamentos negativos de reprovação,
desalento, fracasso, fazem parte da depressão, e tendem a desaparecer durante o
tratamento. Não tome decisões importantes, caso seja necessário, consulte
outras pessoas. Fazer exercícios físicos pode colaborar no tratamento. Evite
uso de drogas (incluindo o álcool) e entenda que a depressão leva algum tempo
para desaparecer. Converse com as pessoas mais próximas, procure por elas, se
precisar, peça ajuda. Se sente dificuldade em executar tarefas, procure fazer
atividades que lhe animem, que goste, que lhe dêem prazer.
Esse
momento, pode ser uma oportunidade para as pessoas mais próximas, chegarem a
uma melhor compreensão das suas próprias forças e fraquezas, e do que pode
propiciar uma maior integração.
Junto
com essas pessoas e com o apoio de um profissional, a depressão vai sendo
curada, através de um processo mais adequado e menos sofrido, para deprimido e
sua família.
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