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Advogado HM Balança

 

 

PARTICIPAÇÃO DO CIDADÃO NA POLÍTICA

Dr. Edson F. Nascimento © - Méd. Psiquiatra e Psicoterapeuta CRM 41709 - SP 

Mais um ano de eleições. Mais um ano em que o cidadão exerce o direito e o dever (por enquanto) de escolher seus mandatários. Será que estamos, enquanto povo de um país dito emergente, REALMENTE preparados para escolher conscientemente os políticos para os cargos a que estão concorrendo em outubro próximo? Particularmente, acho que nosso povo ainda não criou o hábito de  manter-se informado sobre o quê seus candidatos escolhidos fizeram durante o período de seus mandatos. Várias pesquisas demonstram que a maioria dos eleitores sequer lembram os nomes dos políticos em quem votaram nas eleições anteriores. Isso ainda é reflexo do longo período em que a democracia deixou de ser exercida em nosso país. Mas, já se passaram quase 17 anos do término do período ditatorial! Será que é tempo suficiente para um povo se politizar? Claro que não!!! Principalmente com os políticos – não todos, claro! – que temos. Políticos fisiológicos que se elegem vendo em primeiro, segundo e terceiro lugares seus próprios interesses. Tudo isso desmotivando a população a participar mais ativamente e não simplesmente votando. Mas, não podemos ficar de braços cruzados, à mercê dos maus políticos: temos que participar! Não só votando, mas acompanhando e cobrando o que foi prometido por eles em suas campanhas!

Fixemos nossa atenção nos políticos de nossa região. Quais deles o eleitor acha que REALMENTE cumpriu o que prometeu durante a campanha anterior? Pouquíssimos; talvez nenhum!!! Mas, e quais foram os que distribuíram cargos, cadeiras de rodas, arrumaram vagas em hospitais e etc., para seus eleitores? Quase todos! Que pena!!! Que pena mesmo! Nossos deputados e vereadores infelizmente, continuam exercendo TAMBÉM e PRINCIPALMENTE o papel de despachantes diferenciados. Diferenciados porque ganham bons salários e têm inúmeros assessores à sua disposição pagos com o dinheiro do contribuinte e verba para despesas adicionais, sem falar nos carros com motoristas à disposição. Enquanto que os verdadeiros despachantes, os despachantes não diferenciados...

O que me “alivia” um pouco, é que as exceções ainda existem. Obviamente não pretendo aqui fazer apologia a qualquer um desses nobres cidadãos que ora concorrem à eleição ou reeleição. Mas, continuo com a esperança de que, à medida que nosso povo a cada dia mais participa da vida política como instrumento sério para uma transformação positiva de nossa sociedade, melhores serão os políticos por nós escolhidos. Acho, inclusive,  que isso já começou a acontecer, pelo que venho sentindo. Daí meu apelo: participemos mais ativamente da política, não necessariamente como detentores de cargos, mas principalmente como cidadão que lê jornais, participa mesmo que esporadicamente das sessões do Poder Legislativo Municipal, emite opiniões publicamente, faz parte de associações de bairros, de sindicatos, clubes de serviço, etc.

Vem-me à mente agora o grande Berthold Brecht quando ele escreveu o que segue abaixo e que serve muitíssimo para nossa reflexão:

ANALFABETO POLÍTICO

O pior analfabeto é o analfabeto político!

Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha,

do aluguel, do sapato e do remédio dependem de decisões políticas!

O analfabeto político é tão burro, que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política.

Não sabe o imbecil, que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante, e o pior de todos os bandidos,   que  é  o POLÍTICO VIGARISTA,  pilantra,  corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

 

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